A aceleração de mudanças regulatórias, tecnológicas e geopolíticas está forçando CEOs a revisar estratégia, modelos de negócio, estruturas de governança e cultura organizacional. Neste painel, líderes compartilham como estão transformando suas empresas na prática — e como estruturas de Governança, Riscos e Compliance (GRC) vêm apoiando esse processo, oferecendo clareza decisória, leitura antecipada de riscos e sustentação institucional. A conversa explora como GRC deixou de ser função de controle para se tornar infraestrutura estratégica de adaptação, resiliência e legitimidade em um cenário de incerteza permanente.
A intensificação do uso de IA ampliou o armazenamento e o processamento de dados em infraestruturas globais, muitas vezes fora da jurisdição nacional. Em 2026, a soberania de dados ganha força como tendência política e corporativa na América Latina, impulsionada por preocupações com segurança, controle, privacidade e dependência tecnológica. Este painel discute as vantagens, riscos e trade-offs de manter dados no país, os impactos sobre arquitetura tecnológica e os reflexos para áreas de tecnologia, privacidade, jurídico, compliance e proteção de dados.
As mudanças recentes na política de enforcement dos Estados Unidos, especialmente no âmbito da FCPA e da atuação do DOJ, indicam um modelo mais estratégico, seletivo e focado em responsabilização individual. Empresas brasileiras e latino-americanas passaram a estar no radar, mesmo fora do sistema financeiro. Este painel discute, de forma prática, o papel das corporações no auxilio ao crime organizado e como se preparar para investigações transnacionais, revisar estruturas internas, gerir intermediários de risco, decidir sobre cooperação e garantir que políticas, controles e decisões resistam ao escrutínio internacional.
Em um cenário de instabilidade regulatória, geopolítica e reputacional, operações de M&A carregam riscos que raramente aparecem nos modelos financeiros, mas emergem com força após o closing. Passivos reputacionais, exposições a sanções, fragilidades de governança e riscos de terceiros desafiam abordagens tradicionais de due diligence e decisão. Este painel discute como identificar, comunicar e mitigar riscos quando a decisão estratégica já está em curso — e quando recuar deixa de ser uma opção simples.
Pequenas e médias empresas estão cada vez mais expostas a exigências globais de integridade, compliance e governança, seja por cadeias de valor, requisitos de grandes clientes, sanções ou padrões internacionais. Sem a mesma estrutura das grandes corporações, muitas PMEs passam a enfrentar riscos que afetam diretamente acesso a mercado, contratos e crescimento. Este painel discute o papel das grandes organizações no acesso das PMEs ao mercado e como estruturar programas de integridade proporcionais, com foco em risco, simplicidade e viabilidade prática, e como o compliance pode se tornar alavanca de acesso, permanência e crescimento sustentável — com apoio de iniciativas como as da SEBRAE e da Controladoria-Geral da União.
O crime organizado deixou de atuar à margem da economia e passou a se infiltrar em estruturas empresariais formais, utilizando contratos, cadeias de fornecedores e operações aparentemente legítimas. Nesse cenário, programas tradicionais de PLD/FTP e a due diligence clássica mostram-se insuficientes para capturar riscos cada vez mais estruturais, sofisticados e invisíveis aos controles formais. Este painel discute por que novas formas de verificação — baseadas em inteligência de risco, leitura de contexto e análise comportamental — tornaram-se essenciais quando o risco já não é apenas regulatório, mas estratégico, reputacional e físico.
À medida que a IA deixa de apenas recomendar e passa a tomar decisões ou executar ações, as estruturas tradicionais de GRC são colocadas à prova.
Este painel discute os riscos e oportunidades e como preparar organizações para a adoção de sistemas agênticos, abordando caminhos de escalonamento decisório, trilhas de auditoria, limites de autonomia, explicabilidade e o papel indispensável da supervisão humana na governança de decisões automatizadas.
O agronegócio ocupa posição estratégica nas cadeias globais de valor e enfrenta pressões crescentes relacionadas a ESG, rastreabilidade, compliance ambiental e direitos humanos. Em um contexto de exigências internacionais mais rigorosas, falhas de governança ou transparência podem resultar em perda de acesso a mercados, financiamento e parcerias estratégicas. Este painel analisa os principais riscos ambientais, sociais e reputacionais do setor e discute como alinhar práticas produtivas, governança e transparência para atender às expectativas globais, fortalecer a credibilidade do agronegócio brasileiro e sustentar competitividade no longo prazo.
Oficina prática para as organizações que contratam com o poder público a estruturar, revisar e fortalecer programas de integridade aplicáveis às contratações públicas, alinhados às expectativas atuais da CGU, com foco em efetividade, proporcionalidade e defensabilidade. O fortalecimento dos mecanismos de controle, o aumento das exigências regulatórias e a maior atenção a fraudes em compras públicas elevaram o patamar esperado de integridade nas relações público-privadas. Programas formais já não bastam: a CGU tem priorizado evidências de efetividade, integração com risco real e capacidade de prevenção, detecção e resposta.
Em um cenário de alta complexidade institucional, escassez de recursos e crescentes pressões políticas, os órgãos de controle são chamados a entregar mais resultados justamente quando a confiança pública se fragiliza. Este painel propõe uma reflexão sobre como colaboração interinstitucional, inovação e aprendizagem entre pares podem fortalecer a fiscalização, a auditoria e o controle no Brasil. A discussão examinará o papel estratégico das instituições superiores de controle na sustentação de ecossistemas de accountability críveis e resilientes, identificando caminhos concretos para reforçar sua independência, autonomia e capacidade de gerar confiança.
A ideia de que “tudo é responsabilidade do compliance” se tornou um dos maiores equívocos da governança corporativa contemporânea. Programas de integridade não são infalíveis, não substituem decisões de negócio e não transferem automaticamente a responsabilidade por riscos, fraudes ou ilícitos para a área de compliance. Este painel discute os limites reais do compliance, o papel das linhas de defesa, a responsabilidade da liderança e como a sociedade, mercado e empresas precisam amadurecer sua compreensão
O debate sobre cripto evoluiu do entusiasmo inicial para a gestão de riscos reais e integração regulatória. Iniciativas como o Clarity Act sinalizam um novo ciclo, no qual regras mais claras buscam reduzir assimetrias, limitar manipulações e integrar o mercado cripto ao sistema financeiro tradicional. Este painel discute como a regulação pode fortalecer governança, atrair capital institucional e reconstruir confiança, analisando impactos práticos para legal, profissionais de riscos, compliance, investidores e reguladores no Brasil e no cenário internacional.
A atuação institucional junto ao poder público tornou-se mais sensível em um ambiente de polarização, pressão regulatória e escrutínio constante. O que antes era visto como contribuição técnica legítima — inclusive a participação de empresas e associações na elaboração de propostas regulatórias ou projetos de lei — pode rapidamente ser interpretado como captura de agenda, influência indevida ou risco reputacional. Este painel discute como estruturar políticas, governança e limites claros para RIG e advocacy, com transparência, rastreabilidade e critérios de integridade, permitindo influenciar políticas públicas sem comprometer a reputação nem expor a organização a riscos desnecessários.
As organizações avançaram em tecnologia, dados e inteligência artificial, mas seguem enfrentando um desafio estrutural: como organizar governanças distintas — e complementares — para informação, dados e IA, sem sobreposição, lacunas ou conflitos de responsabilidade. Esta oficina parte de um erro recorrente no mercado: tratar essas três governanças como variações de um mesmo tema. Não são. Cada uma responde a riscos, decisões e níveis de maturidade diferentes. Quando isso não está claro, surgem inconsistências, uso excessivo de dados, decisões automatizadas sem critério e dificuldades reais de accountability. Este painel propõe modelos práticos de estruturação: papéis, fronteiras, comitês, critérios de decisão e mecanismos de controle que conectam compliance, tecnologia, ética e estratégia.
Em um ambiente de sanções dinâmicas e listas restritivas em constante atualização, o maior risco muitas vezes não está na conduta direta da empresa, mas nas relações que ela mantém. Um parceiro, fornecedor ou cliente listado no meio da operação pode paralisar negócios, gerar sanções secundárias e comprometer decisões já tomadas. Este painel discute como reagir quando o risco surge no meio do caminho — e como estruturar governança, contratos e planos de contingência para decidir rápido sem destruir a operação.
Este painel discute as responsabilidades das áreas de governança, riscos e compliance diante dos “achados” de auditoria, os limites entre avaliação técnica, coordenação de respostas e decisão executiva, e os desafios de transformar relatórios em gestão efetiva de riscos, correções estruturais e aprendizado institucional, em ambientes de alta complexidade e pressão regulatória.
Esta seção discute como o uso de análise de dados e inteligência artificial pode apoiar a prevenção de fraudes, a detecção de irregularidades e a recuperação de recursos públicos, contribuindo para o fortalecimento das finanças públicas e da confiança dos cidadãos. O painel explorará abordagens adotadas por diferentes países para demonstrar o retorno sobre o investimento em iniciativas de prevenção à fraude, bem como os desafios de governança, ética e implementação associados à adoção responsável dessas tecnologias no setor público.
Com a adoção obrigatória dos padrões IFRS S1 e S2 a partir de 2026, o ESG deixa de ser narrativa e passa a integrar o reporte financeiro e regulatório. Dados auditáveis, governança clara e responsabilidade executiva tornam-se exigências com impacto direto sobre acesso a capital, risco e reputação. Este painel discute como empresas estão transformando essa pressão regulatória em vantagem competitiva — e como essas exigências passam a se estender a parceiros, fornecedores e à cadeia de valor.
Em ambientes de alta pressão por resultado, crescimento, alinhamento político ou conveniência operacional, muitas decisões deixam de ser técnicas e passam a ser testes de coragem organizacional. O custo de dizer “não” é imediato e visível; o custo de dizer “sim” costuma ser adiado — até se transformar em crise. Este painel discute quem sustenta decisões impopulares quando o custo político, financeiro ou reputacional é alto, e como organizações podem estruturar governança para que coragem não dependa apenas de indivíduos isolados.
O Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025, recorde da última década. A saúde mental deixou de ser pauta individual e passou a ser tema organizacional, com impacto direto em performance, cultura, retenção de talentos e risco. Muitas vezes, o adoecimento não se origina na empresa, mas pode ser influenciado ou amplificado por práticas internas. Este painel discute como CEOs estão tratando o tema de forma responsável, institucional e defensável.
A inteligência artificial está ampliando capacidades humanas em uma velocidade inédita. Diante desse avanço, a questão central não é se a tecnologia substituirá pessoas, mas como o papel humano está se transformando. Este painel propõe uma reflexão de alto nível sobre liderança humanizada na era da IA, explorando quais competências, valores e responsabilidades permanecem essencialmente humanas — e por que elas se tornam ainda mais relevantes em um mundo cada vez mais automatizado. Como a alta liderança estão, na prática, buscando equilibrar essa equação?
Jurídico, Compliance, Auditoria e Riscos atuam de forma complementar, mas com mandatos distintos, diferentes graus de autoridade, independência e acesso à liderança. Essas assimetrias moldam dinâmicas de poder, influenciam decisões críticas e impactam reconhecimento e trajetória profissional. Este painel analisa conflitos silenciosos, limites entre colaboração e independência e como construir carreiras estratégicas e legítimas, evitando sobreposição de papéis e disputas que fragilizam a governança institucional.
A atualização da NR-1 tornou obrigatório o gerenciamento de riscos psicossociais, reposicionando saúde mental, assédio e exaustão como temas de governança, RH e compliance. Esta oficina aborda como diagnosticar e implementar as exigências da norma de forma proporcional, diferenciando riscos organizacionais de fatores individuais, sem omissão nem excesso de responsabilização. O foco está no novo papel do Compliance, na integração com RH, SST, Jurídico e Liderança, e em decisões práticas que vão além do cumprimento formal.
A Inteligência Artificial não elimina vieses humanos — ela os incorpora, amplifica e legítima. Decisões automatizadas carregam pressupostos, escolhas históricas e assimetrias que muitas vezes passam despercebidas porque “vieram do sistema”. Este painel discute como vieses cognitivos humanos são traduzidos em modelos algorítmicos e por que a delegação excessiva à tecnologia pode gerar decisões injustas, equivocadas ou eticamente frágeis.
Anos eleitorais ampliam a exposição institucional das organizações, intensificando riscos relacionados à integridade, desinformação, proteção de dados, relações institucionais, reputação e comunicação. Nesse cenário, ganham relevância também os posicionamentos públicos de colaboradores, especialmente em redes sociais, com potenciais impactos jurídicos e reputacionais. Este painel discute como conselhos e lideranças podem antecipar e gerir esses riscos de forma estruturada, equilibrando liberdade de expressão, responsabilidade institucional e coerência com valores corporativos, por meio do alinhamento entre GRC, privacidade, comunicação e gestão de pessoas.
Rage Bait foi definida pela Oxford University como a palavra do ano. Em um ambiente que recompensa velocidade, curtidas, simplificação e emoção, decisões corporativas complexas passam a ser julgadas publicamente antes mesmo de serem compreendidas. Nesses contextos, a forma como a empresa comunica — ou silencia — torna-se parte central do risco, tão relevante quanto a decisão em si. Este painel discute como organizações podem sustentar fatos, responsabilidade e posicionamento institucional quando a narrativa pública pressiona por respostas imediatas e polarizadas, e qual o papel do jornalismo investigativo na formação da confiança pública.
Crises raramente surgem de um único erro. Elas são o resultado de decisões acumuladas sob pressão, tomadas em ambientes de incerteza, urgência e informação incompleta. Quando a crise se instala, nenhuma opção é confortável — mas não decidir também é uma escolha, com consequências próprias. Este painel discute como decisões tomadas no limite moldam reputação, confiança e continuidade, e como líderes podem sustentar escolhas difíceis sem comprometer a legitimidade futura da organização.
A maioria dos treinamentos de compliance cumpre requisitos formais, mas falha em alterar decisões reais. Conteúdos genéricos, excesso de informação e desconexão com dilemas cotidianos reduzem impacto e engajamento. Este painel discute como desenhar treinamentos baseados em dilemas reais, emoções e contexto, focados em tomada de decisão e abordagens específicas para o middle management (sendo vista como uma liderança mais despreparada ou nao tao sênior e mais dispostos a assumir riscos para progredir em suas carreiras). O destaque está na formação de lideranças, mostrando por que treinar líderes é uma das estratégias mais eficazes de prevenção de assédio e redução de riscos comportamentais.
Investigações de assédio mal conduzidas ampliam o dano, revitimiza pessoas e fragilizam a credibilidade do sistema de integridade. Ao mesmo tempo, rigor jurídico e imparcialidade são indispensáveis. Esta oficina apresenta um fluxo prático de apuração que equilibra técnica jurídica, escuta qualificada, proteção contra retaliação e cuidado humano, discutindo erros comuns e boas práticas na condução de investigações sensíveis.
O uso de ferramentas de Inteligência Artificial avança de forma descentralizada e informal, muitas vezes fora da governança das organizações. Dados estratégicos, confidenciais e pessoais passam a ser inseridos em plataformas de IA sem ciência institucional ou avaliação de risco. Este painel discute como esse uso silencioso cria exposições relevantes de dados e responsabilização jurídica, e por que comportamento, pressão por resultado e silêncio organizacional acabam normalizando práticas que podem gerar incidentes graves.
Indicadores, metas e incentivos podem moldar o comportamento mais do que códigos de ética. Metas mal desenhadas estimulam silêncio, atalhos e decisões de curto prazo; métricas mal escolhidas geram dashboards que não orientam ação. Este painel analisa os prós e contras das métricas de integridade, inclusive sua incorporação a bônus e incentivos, discutindo quando fortalecem a cultura — e quando a corroem. O foco está em indicadores práticos e acionáveis para o board, capazes de revelar riscos humanos e orientar decisões, sem pesquisas inúteis ou métricas vaidosas.
Direitos Humanos não se limitam a códigos de conduta ou exigências de ESG — eles são testados diariamente na forma como pessoas são tratadas e decisões são tomadas. Este painel discute como integrar Direitos Humanos aos programas de compliance na prática, conectando políticas, canais de denúncia, investigações, liderança e gestão de terceiros. A proposta é evitar que o tema se reduza a documentos formais e torná-lo parte efetiva das decisões, da cultura e da governança organizacional.
Compliance comportamental não se constrói com campanhas pontuais ou discursos inspiradores. Ele exige diagnóstico preciso, leitura do contexto, priorização de riscos humanos e intervenções práticas no ambiente de decisão. Este painel apresenta como estruturar um programa de compliance comportamental de forma aplicada, conectando análise de comportamento, cultura organizacional e ajustes concretos em processos, incentivos e lideranças.
Canais de denúncia só funcionam quando há confiança real — e é justamente essa confiança que é colocada à prova quando denúncias envolvem lideranças, áreas sensíveis ou interesses estratégicos. Medo de retaliação, descrédito no processo e respostas mal conduzidas silenciam riscos e fragilizam o sistema. Este painel discute como operar canais de denúncia com legitimidade, proteger denunciantes, garantir independência da apuração e, ao mesmo tempo, defender a organização contra uso indevido, instrumentalização e ataques externos, sem comprometer a credibilidade institucional
O debate recente sobre “energia masculina” nas redes revela quais princípios de comportamento estão sendo premiados como liderança. Energia masculina (ação, direção, execução) e energia feminina (escuta, sensibilidade, integração) não são atributos de gênero, mas forças complementares. Este painel discute como o excesso de energia masculina e a supressão da feminina geram decisões piores, mais risco e culturas menos sustentáveis — e por que liderar bem exige equilíbrio, não polarização.
Casos de assédio raramente são isolados. Eles emergem de lideranças despreparadas para lidar com poder, metas agressivas, comunicação e gestão de pessoas, em ambientes onde o silêncio vira estratégia de sobrevivência. Este painel trata o assédio como falha sistêmica de liderança e governança, conectando medo de retaliação, descrédito nos canais de denúncia e normalização de abusos. A discussão avança para como treinar lideranças de forma técnica e emocional, gerando impacto direto na prevenção e na efetividade dos canais de denúncia.
O CCO precisa influenciar decisões estratégicas, dialogar com o negócio, traduzir riscos complexos e atuar em ambientes de alta pressão política, regulatória e reputacional. Este painel discute as competências humanas, políticas e relacionais que diferenciam o CCO contemporâneo, explorando como influência, comunicação, leitura de poder e coragem organizacional se tornam tão importantes quanto conhecimento regulatório.
A presença feminina em posições táticas e de liderança intermediária vem crescendo aos poucos. Ainda assim, a transição para papéis estratégicos — como diretorias executivas, comitês decisórios e conselhos — segue desigual. Este painel analisa como poder, legitimidade e critérios formais e informais influenciam quem avança para os espaços onde estratégia, risco, orçamento e sucessão são definidos. A discussão explora caminhos para transformar liderança operacional em influência estratégica e participação efetiva nos centros de decisão.
Sessão mão na massa para estruturar um programa de embaixadores viável: objetivo, perfil, seleção, treinamento, limites do papel, governança, comunicação e métricas.
No terceiro dia, a pergunta deixa de ser “por que cultura importa” e passa a ser como fazê-la funcionar na prática. Este painel reúne CEOs, C-levels e conselheiros para discutir o papel da alta liderança na transformação da cultura em sistema operacional, capaz de escalar, resistir ao tempo e orientar decisões reais. A conversa aborda governança, incentivos, métricas, orçamento e accountability — mostrando o que líderes fizeram para sair do discurso e construir culturas que entregam performance, reduzem risco e sustentam o negócio no longo prazo.
Cadeias digitais, novos modelos de negócio, intermediações informais e meios alternativos de pagamento ampliaram a exposição ao risco. Nesta oficina, os participantes irão reavaliar, desenhar ou redesenhar programas de PLD/FTP a partir do risco real do negócio, considerando riscos emergentes e exigências regulatórias. A proposta é prática e orientada à decisão, focada em construir sistemas proporcionais, efetivos e sustentáveis, evitando tanto formalismo excessivo quanto lacunas críticas de controle.
A adoção de IA em programas de Compliance deixou de ser opcional e passou a exigir decisões práticas e responsáveis. Esta oficina apresenta uma abordagem fundacional para iniciar o uso de IA no compliance, explorando casos de uso iniciais, riscos éticos e jurídicos, critérios de priorização e cuidados essenciais antes da automação. O foco é implementar IA como ferramenta de apoio, com governança mínima, clareza de responsabilidades e alinhamento ao risco real do negócio.
Risk assessment deixou de ser um exercício técnico para se tornar uma decisão estratégica de alocação de atenção, recursos e capital político. Diante de enforcement mais agressivo, novos riscos geopolíticos, restrições orçamentárias e expectativas crescentes de conselhos e reguladores, organizações são forçadas a escolher. Este painel discute os dilemas reais da priorização: o que aprofundar, o que simplificar, o que aceitar como risco residual e o que conscientemente deixar de tratar. O foco está menos em metodologias e mais em decisões defensáveis, proporcionais e sustentáveis, mesmo quando não há respostas certas.
O setor da saúde enfrenta desafios crescentes na interseção entre pesquisa clínica, uso de dados sensíveis, inteligência artificial e relações reguladas com profissionais de saúde. A inovação acelerada amplia riscos de integridade, privacidade e governança da informação. Este painel discute como organizações do setor estão estruturando governança para dados e IA, gerindo riscos na área da saúde, pesquisa clínica e estabelecendo limites claros nas interações com profissionais de saúde, de forma ética, sustentável e defensável.
A extração forense de dados de celulares — mesmo sem senha e após exclusão de arquivos tornou-se central em investigações complexas, com impactos diretos em compliance, privacidade e governança. Por meio de simulação comentada, o painel mostra o que pode e o que não pode ser extraído, os limites legais e como a Polícia Federal assegura a cadeia de custódia e a validade da prova. Discute também a perspectiva das empresas: como responder, proteger dados legítimos e, em investigações internas, o que pode e não pode ser feito com o celular.
Com a adoção crescente de sistemas inteligentes, modelos de IA e fluxos de dados passaram a ser objetos auditáveis em si, criando novas demandas técnicas, éticas e de governança — e, com isso, novas trajetórias profissionais. Este painel discute quais novas profissões estão emergindo nesse contexto — como especialistas em auditoria de IA, gestores de risco de modelos, arquitetos de garantia da qualidade e profissionais de governança algorítmica — e quais habilidades técnicas e comportamentais passam a ser essenciais.
Embora muitos riscos sejam conhecidos, processos de due diligence ainda se apoiam em lógicas tradicionais de verificação, pouco adaptadas à complexidade atual. Cadeias globais fragmentadas, terceiros opacos, novos modelos de negócio e riscos emergentes exigem novos olhares e fontes de análise. Este painel propõe uma reflexão prática sobre como ir além do checklist, explorando novas abordagens de verificação, aprendizados de erros recorrentes e o uso mais inteligente da tecnologia para apoiar decisões proporcionais, claras e defensáveis.
Departamentos jurídicos enfrentam maior complexidade, pressão por eficiência, redução de custos e alinhamento com a estratégia do negócio. Neste contexto, Legal Ops deixa de ser suporte operacional e passa a ser modelo de gestão. Este painel discute como estruturar a gestão jurídica com foco em governança, priorização de riscos, uso inteligente de dados e tomada de decisão mais previsível, estratégica e defensável.
Desde 2025, o mercado de apostas esportivas passou da consolidação do marco regulatório para um cenário de maior expectativa de enforcement, com intensificação do escrutínio sobre governança, compliance, PLD/AML, proteção de dados, integridade esportiva e gestão de terceiros. Este painel discute o que mudou de fato no setor, como essas evoluções impactam a operação das empresas e o que precisa estar no radar de GRC para operar de forma sustentável em um mercado cada vez mais regulado.
Os principais escândalos corporativos de 2025, no Brasil e no cenário internacional, revelaram fragilidades sistêmicas que vão além de condutas individuais, expondo falhas em governança, controles internos, auditoria, compliance e liderança. Este painel propõe uma análise crítica e prática desses casos, focando menos em “quem errou” e mais em onde os sistemas falharam, quais decisões ampliaram danos e o que poderia ter sido detectado ou mitigado antes da crise.
Organizações internacionais como o Pacto Global da ONU e a OCDE moldam, de forma não coercitiva, os padrões globais de integridade que antecedem leis, enforcement e exigências de mercado. Este painel discute como essas agendas são construídas, por que funcionam como sinais antecipados de risco e oportunidade e como organizações que sabem interpretá-las conseguem se preparar — enquanto outras reagem apenas quando o padrão já virou obrigação regulatória ou comercial.
A intensificação do enforcement e a ampliação de riscos ligados a terceiros, sanções, fraude e crime organizado exigem uma revisão prática das investigações internas. Protocolos excessivamente amplos, apurações lentas ou decisões mal documentadas podem ampliar riscos, em vez de mitigá-los. Este painel discute como conduzir investigações eficientes e defensáveis, abordando decisões críticas do processo: quando abrir uma investigação, como definir e ajustar escopo, quando aprofundar ou conter e como registrar decisões de forma proporcional e sustentável.
As certificações ISO 37001 e ISO 37301 são referências internacionais em integridade, mas seu valor depende de decisão estratégica, escopo adequado e patrocínio efetivo da alta administração. Nesta oficina, os participantes avaliam como implementar, revisar ou sustentar certificações ISO de forma proporcional e defensável, alinhadas ao risco real do negócio. A proposta é prática e orientada à decisão, mostrando como usar as certificações para fortalecer o programa de integridade e engajar CEO, diretoria e conselho.
Este painel analisa a evolução da atuação da ANPD e outras autoridades, destacando os principais focos de fiscalização, tendências regulatórias e mudanças no nível de exigência. A discussão aborda como as organizações podem interpretar sinais da Autoridade, ajustar programas de privacidade e governança de dados e se preparar para um ambiente de fiscalização mais estruturado e previsível.
Este painel discute como sair de relatórios defensivos e construir indicadores e narrativas que realmente ajudem C-level e conselhos a compreender riscos, definir prioridades e decidir com clareza. O desafio não é a falta de dados, mas como eles são organizados, apresentados e conectados às decisões do negócio.
As áreas precisam compreender onde a reforma tributária cria novos riscos, como esses riscos se manifestam além da área fiscal e como estruturar controles e decisões defensáveis ao longo do período de transição.
” Em períodos como Copa do Mundo e anos eleitorais, conflitos de interesses, brindes e hospitalidades ganham complexidade adicional. Este painel analisa casos reais em que interesses legítimos entram em tensão com limites éticos, documentação frágil e interações público-privadas sensíveis. A discussão explora onde o julgamento falha, como o contexto amplia riscos reputacionais e regulatórios e como estruturar critérios e registros defensáveis para decidir bem em zonas cinzentas, além da regra formal.”
A partir dos aprendizados de 2025, este painel analisa o que realmente fez diferença na avaliação dos programas de integridade, onde as organizações mais falharam e quais sinais já apontam os próximos ajustes esperados. O foco está no uso do Pró-Ética, iniciativa da Controladoria-Geral da União, como instrumento prático de diagnóstico e evolução, para elevar a efetividade do compliance além do reconhecimento formal.
A administração pública brasileira vem amadurecendo seus programas de integridade e compliance, impulsionada por marcos regulatórios, mecanismos de controle, acordos de leniência e maior expectativa social por transparência e responsabilização. Este painel discute como órgãos públicos estão estruturando e fortalecendo seus programas de compliance, quais modelos têm se mostrado mais eficazes, os desafios de implementação em ambientes de alta exposição política e o que ainda precisa evoluir para que a integridade se consolide como prática institucional — e não apenas formal.
Copyright © 2026 – 13º Congresso Internacional de Compliance / Website by Mamutt Design